Artigo da FOB/USP é destaque em revista internacional

O artigo científico “Erupção ativa e passiva alterada: uma classificação modificada” foi publicado na “Clinical Advances in Periodontics” , revista da Academia Americana de Periodontologia (AAP).

O artigo tem que como primeira autora Mariana Schutzer Ragghianti Zangrando, que é professora assistente da Disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo a professora Mariana Zangrando, o artigo aborda um tema clínico de grande importância, que é o sorriso gengival, e propõe uma mudança da classificação comumente utilizada e um guia prático cirúrgico para o tratamento destes casos.

Zangrando ressalta os fatores da importância da publicação deste artigo nesta conceituada revista científica: a possível utilização desta nova classificação para futuras pesquisas e descrição de casos clínicos e a divulgação mundial da Faculdade, tendo em vista que o artigo foi destaque pelo número de acessos.

Além disso, foi publicada nesta revista da Academia Americana de Periodontologia (AAP) uma entrevista com a professora Mariana Zangrando, que foi divulgada para todos os membros nacionais e internacionais da AAP e os assinantes da revista, sendo que o artigo foi disponibilizado gratuitamente pelo período de 30 dias.

Também são autores do artigo: Giovana F. Veronesi (Mestrado Periodontia FOB/USP); Matheus V. Cardoso (Mestrado Periodontia FOB/USP); Raphaella C. Michel (Mestrado Periodontia FOB/USP); Carla Andreotti Damante (Professora Associada Periodontia FOB/USP); Adriana Campos Passanezi Sant`Ana (Professora Associada Periodontia FOB/USP); Maria Lucia Rubo de Rezende (Professora Associada Periodontia FOB/USP) e Sebastião Luiz Aguiar Greghi (Professor Titular Periodontia FOB/USP).

Abaixo transcrevemos na íntegra a entrevista concedida pela professora da Disciplina de Periodontia da FOB/USP, Mariana Schutzer Ragghianti Zangrando, que foi publicada na “Clinical Advances in Periodontics” revista da Academia Americana de Periodontologia (AAP).

Profa. Dra. Mariana Zangrando. Crédito da foto: Denise Guimarães (FOB/USP)
Profa. Dra. Mariana Zangrando. Crédito da foto: Denise Guimarães (FOB/USP)

1. Por favor, conte-nos sobre você. Nós gostaríamos de uma breve biografia de você, incluindo onde você trabalha, se você estiver em prática clínica, links para qualquer um de seus sites profissionais de mídia social e qualquer outra coisa pertinente que você gostaria de compartilhar.

R: Meu nome é Mariana Schutzer Ragghianti Zangrando, tenho mestrado e doutorado em Periodontologia (Universidade de São Paulo – Brasil). Eu sou professora assistente de Periodontologia na Faculdade de Odontologia de Bauru-USP desde 2013. Meus 18 anos de experiência clínica e acadêmica com Periodontia envolvem consultório particular, coordenação de curso e estudo científico diário. Nossa disciplina tem uma página no Facebook (Periodontia FOB-USP- https://www.facebook.com/grupoPERIOfob/).

2. O que a motivou a abordar a questão clínica focada em seu artigo? (Como os casos de erupção passiva e ativa alterada devem ser diagnosticados, classificados e tratados?)

R: Na prática clínica, notei um aumento considerável na demanda de tratamento cirúrgico do sorriso gengival. Também observei inconsistência para definir exatamente as diferentes situações clínicas diagnosticadas como “erupção passiva alterada”. Essas dúvidas sobre erupção passiva alterada (EPA) e erupção ativa alterada (EAA) foram discutidas durante um seminário de pós-graduação em nossa disciplina e surgiu a ideia de uma classificação mais completa. Por exemplo, a proximidade da crista óssea a junção cemento-esmalte é um evento biológico relacionado a EAA, mas não é descrito na classificação comumente utilizada. Outro aspecto importante do nosso trabalho é que definimos valores métricos para o que é considerado quantidade adequada de gengiva ceratinizada e limiares para o biótipo fino e espesso. A definição desses valores permitiu a concepção de um guia cirúrgico com etapas cirúrgicas programadas de acordo com cada situação clínica.

3. Por que você decidiu enviar este artigo para Clinical Advances in Periodontics?

Eu sou membro internacional da Academia Americana de Periodontologia e conheço a qualidade das publicações de Journal of Periodontology e Clinical Advances in Periodontics. Além disso, acreditamos que o conteúdo do nosso artigo seja de grande valor para a comunidade clínica e científica. Como profissional clínico, também enfrentei uma grande dificuldade em definir meu plano de tratamento sem um diagnóstico correto e, consequentemente, uma classificação que me guia no processo de tomada de decisão. Além disso, também definimos parâmetros clínicos baseados em estudos científicos. Nosso objetivo era alcançar resultados de tratamento cirúrgico mais previsíveis e confiáveis da EPA e do sorriso gengival relacionado a EAA.

4. Como os clínicos podem traduzir os resultados do seu trabalho para a sua prática diária?

Nosso artigo descreveu uma classificação mais detalhada, incluindo processos EPA e EAA. Além disso, atribuímos valores métricos ao que é considerado gengiva ceratinizada apropriada e biotipo fino/espesso, facilitando o diagnóstico e o subsequente planejamento cirúrgico. Com base nesses aspectos, os autores formularam um guia cirúrgico incluindo tipos de incisões (localização, angulação, envolvimento de papilas) e tipos adequados de retalhos para cada situação clínica.

5. Como você vê o futuro da pesquisa sobre este assunto?

Eu acredito que uma análise epidemiológica das diferentes formas de EPA e EAA (Tipo I e II) seria muito importante. Além disso, um estudo avaliando os tratamentos para cada situação clínica em longo prazo seria interessante, principalmente em pacientes com biotipo espesso. Uma melhor investigação dos fatores etiológicos do sorriso gengival será essencial para um diagnóstico diferencial com excesso vertical de maxila, hipermobilidade do lábio superior ou lábio superior curto.

Fonte: Marianne Ramalho – CCB USP
Foto: USP

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