Judô do SESI-SP Bauru terá dois atletas no Grand Slam

Renan Torres e Giovanna Fontes disputam, em Brasília (DF), uma das principais competições do Circuito Mundial da Federação Internacional de Judô.

Foto: Giovanna Fontes e Renan Torres. Créditos: Marcelo Ferrazoli/SESI.

Com Renan Torres (60kg) e Giovanna Fontes (78kg) representando o SESI-SP Bauru, o judô brasileiro desembarca na Capital federal nesta sexta-feira, 4, para disputar o Grand Slam de Brasília 2019, evento que marca o retorno do Brasil como sede de uma das etapas mais importantes do Circuito Mundial da Federação Internacional de Judô. As disputas serão nos dias 6, 7 e 8, com preliminares a partir das 10h e finais às 16h, na estrutura montada exclusivamente para a competição, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, e distribuirão até 1.000 pontos no ranking mundial classificatório para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

A lista para disputar o Grand Slam conta com os principais judocas do Brasil, como os medalhistas olímpicos Rafael Silva “Baby” (+100kg), Felipe Kitadai (60kg), Mayra Aguiar (78kg), Ketleyn Quadros (63kg) e Rafaela Silva (57kg), além de jovens promessas das categorias de base, como Renan Torres e Giovanna Fontes, que se juntarão a Michael Marcelino (66kg) para também representar o SESI-SP Bauru no Mundial Sub-21, que será disputado em Marrakesh, no Marrocos, de 12 a 20 de outubro.

“Vai ser uma parada duríssima para nossos judocas, pois eles são atletas da base disputando uma competição sênior de altíssimo nível. Mas será um ótimo teste para eles e uma excelente oportunidade para adquirirem ainda mais experiência”, ressalta o técnico de judô do SESI-SP Bauru, Omar Augusto Miquinioty Júnior, ao analisar a expectativa de participação de Renan Torres e Giovanna Fontes no Grand Slam.

 

Retrospecto

Sete anos após a Rio 2012, os brasileiros se reencontrarão com sua torcida para mais um Grand Slam em casa, mas com um desafio ainda maior. Por conta da acirrada corrida mundial pelos pontos no ranking classificatório para Tóquio 2020, Brasília 2019 promete uma disputa de alto nível em termos técnicos e competitivos, com a participação de grandes estrelas do judô mundial, como a lenda Teddy Riner, bicampeão olímpico e dez vezes campeão mundial.

De 2009 a 2012, o torneio foi disputado no Rio de Janeiro e, neste período, o país conquistou 61 medalhas, sendo 11 ouros, 19 pratas e 31 bronzes. No ano de estreia em solo verde e amarelo, Daniel Hernandes foi o primeiro a conquistar o tão sonhado ouro, na categoria pesado masculina. Também em 2009 o Brasil conquistou quatro medalhas de prata e cinco bronzes.

No ano seguinte, foi a vez de Hugo Pessanha (-90kg) subir ao lugar mais alto do pódio. O brasileiro fez a revanche contra o russo Kirill Denisov, conseguiu a vitória e o segundo ouro do país no torneio, disputado no Brasil. Na mesma edição, o judô brasileiro voltou ao pódio mais cinco vezes, com uma medalha de prata e quatro de bronze.

Convocada para a atual edição do Grand Slam, Mayra Aguiar (-78kg) foi destaque na terceira edição da competição no Rio de Janeiro, em 2011. Com apenas 20 anos, ela venceu a americana Kayla Harrison e fez o hino nacional tocar mais alto no Grand Slam. Além dela, mais três judocas alcançaram o ouro: Erika Miranda (-52kg), Leandro Guilheiro (-81kg) e João Gabriel Schlittler (+100kg). O Brasil teve mais três pratas e quatro bronzes na campanha.

O último Grand Slam em solo carioca aconteceu em 2012, antes dos Jogos Olímpicos de Londres. E o Brasil se destacou com uma excelente campanha, com 34 medalhas. Eleudis Valentim (-52kg), Mariana Barros (-63kg), Nadia Merli (-70kg), Marcelo Contini (-73kg) e Victor Penalber (-81kg) alcançaram o ouro, recorde nas campanhas no país. A campanha ainda teve 11 pratas e 18 bronzes.

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